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Laudo de necrópsia confirma estupro de menina de 2 anos morta; mãe e padrasto estão presos

03/02/2023
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Polícia

Foi concluído nesta sexta-feira (3), o laudo de necrópsia do corpo da menina Sophia Jesus Ocampo, que morreu aos 2 anos, em Campo Grande. O documento, emitido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), apontou que a causa da morte foi por traumatismo na coluna cervical e confirmou o estupro.

Stephanie de Jesus Da Silva e Christian Campoçano Leitheim, mãe e padrasto da menina, estão presos preventivamente pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O inquérito policial será encaminhado para o Poder Judiciário nesta sexta-feira (3).

Conforme a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), o laudo atesta que a menina sofreu "traumatismo raquimedular em coluna cervical e violência sexual não recente". Sophia chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro.

 A declaração de óbito de Sophia aponta que a causa da morte foi por um trauma na coluna cervical, que evoluiu para o acúmulo de sangue entre o pulmão e a parede torácica. Sophia chegou a ser atendida em postos de saúde de Campo Grande por 30 vezes antes de morrer.
 

Caso Sophia

 

Uma semana após a morte da menina Sophia Jesus Ocampo, de 2 anos, os sentimentos presentes nos processos de luto do pai biológico Jean Carlos Ocampo e seu companheiro, Igor de Andrade, são de tristeza profunda e indignação com as autoridades que receberam diversos pedidos de socorro que poderiam ter evitado a morte da filha.

Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

A menina chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados pelo pai da menina por maus-tratos, inúmeras denúncias no Conselho Tutelar e a tentativa de conseguir a guarda nos últimos 13 meses, mas que nunca tiveram retorno.

 
“Teve uma omissão sistêmica, isso aconteceu desde o primeiro atendimento nos postos de saúde, na delegacia quando o pai foi registrar os boletins de ocorrência por maus-tratos e junto ao Conselho Tutelar, que também não cumpriu sua função social”, disse a advogada Janice Andrade.

 

Segundo as investigações, a criança apresentava sinais de estupro e espancamento. Andrade afirma que os agentes públicos não estavam preparados para resolver o caso da pequena Sophia. “Como que uma criança chega com uma perna quebrada, diversos hematomas e ninguém faz nada? Isso não é normal”.

 

Órgãos públicos discutem possíveis falhas

 

Reunião em Campo Grande ocorre após menina de 2 anos ser morta.  — Foto: Alysson Maruyama/Reprodução

Reunião em Campo Grande ocorre após menina de 2 anos ser morta. — Foto: Alysson Maruyama/Reprodução

Uma reunião entre vários órgãos públicos ocorreu, nesta quinta-feira (2), e entre as pautas, as possíveis falhas no caso da menina Sophia.

A presidente da comissão de Defesa de Direitos da Criança e Adolescentes da OAB-MS, Maria Isabela Saldanha, relatou que a espera, neste momento, não deve existir. Para a especialista, a criação de um Centro Integrado de apoio a crianças e adolescentes pode ser uma saída para impedir futuras negligências.

"O problema, jogando a culpa um para o outro e ninguém resolve nada aí vamos esperar o quê? Esperar a próxima criança morrer? Porque daqui a pouco esquecem o caso Sophia, morre outra criança, fazem todo o alarde de novo. Então por que não resolver logo criando esse centro integrado de apoio a criança?", comentou a representante da OAB-MS.

Crédito matéria: Redação

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