Fernando Diniz não é mais o treinador do Fluminense. Após a derrota para o Flamengo, neste domingo, no Maracanã, que manteve o clube na lanterna do Brasileirão, e uma longa reunião nesta segunda-feira, a diretoria tricolor decidiu decretar o fim da passagem do comandante nas Laranjeiras. Demitido, Diniz vai receber do clube multa rescisória entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões. O auxiliar Marcão vai comandar o Tricolor na partida contra o Vitória, na quinta-feira. CUCA Agora ex-técnico do Athletico, Cuca concedeu entrevista na saída do CT do Caju. Após se reunir com a diretoria nesta segunda-feira para selar o fim do ciclo, o treinador atendeu alguns jornalistas do lado de fora do centro de treinamento para explicar os motivos que levaram as partes a encerrar o trabalho. — É um dia triste para mim, pois estou deixando o Athletico. Tiveram derrotas que foram difíceis de administrar contra o Danúbio e Ameliano, que são inadmissíveis. E, nesses três últimos empates, foi se achando culpados. Quando isso acontece, o jogador perde a confiança. Aí entra o treinador, que tem que assumir a responsabilidade e tentar dar ao clube o direito de pôr um sangue novo e que jogue para cima o astral. Foi nesse intuito que conversei com a diretoria, que entendeu — disse. Cuca encerra a passagem pelo Athletico, clube do qual é torcedor, com 23 jogos e aproveitamento de 66% dos pontos disputados, além da conquista do Paranaense. Foram 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas. — Eu consegui junto com o pessoal ser campeão pelo clube que amo, mas fica a sensação que poderia ser melhor, não tá ruim, mas poderia ser melhor principalmente nesses últimos três jogos. Não tem como explicar esses gols no fim, e você pensa que é o momento de abrir oportunidade para vir um outro. Quero agradecer o Athletico que abriu as portas para mim no momento mais delicado da minha vida — afirmou Cuca.
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